Coronavírus: segundo especialistas, não há motivo para pânico

Na última quarta-feira (18), o Ministério da Saúde contabilizou 428 casos confirmados de Coronavírus (Covid-19) no Brasil. O Ministério da Saúde também apurou 11.228 casos suspeitos em todo o país.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Coronavírus apresenta uma taxa média de letalidade de 3.6%, matando mais do que a H1N1 e o Sarampo. Para idosos acima de 80 anos, a taxa pode passar de 15%. Até o momento, o Brasil registrou 4 mortes pelo vírus.

Devido à alta velocidade de contágio do Coronavírus no Brasil, Governos de diversos Estados estão adotando medidas preventivas como suspensão de aulas em escolas municipais e estaduais, fechamento de shoppings e academias, cancelamento de eventos públicos e suspensão do serviço de transporte público. 

Para colaborar com as medidas preventivas, muitas empresas adotaram o sistema de home office, permitindo que os funcionários trabalhem de casa e causando insegurança para algumas pessoas. Segundo Luciana Locchi, Diretora do Clube da Mesa Posta, Associação no segmento de lojistas, esse isolamento social que está acontecendo é uma questão de adaptação.

“Trabalhar em casa é uma situação que muitos não sabem como conduzir. Trabalhar, cumprir tarefas domésticas, cuidar dos filhos que também estão em casa… Gerenciar tudo isso é um desafio muito grande”, comenta Luciana.

As medidas preventivas também acarretaram preocupação com a economia do país que já está sentindo as consequências trazidas pelo Coronavírus. Segundo Locchi, a crise financeira já está instalada, pois, uma vez que as pessoas ficam isoladas em suas casas, deixam de circular e fazer compras, gastando apenas com produtos de necessidade imediata.

Porém, para a especialista não há necessidade de desespero e sim de pensamentos de coletividade, desenvolvimento de estratégias para o fortalecimento do mercado nacional e otimismo. 

“As empresas precisam manter um relacionamento aberto e sincero com seus clientes, fornecedores e parceiros. É necessário pensar em soluções que minimizem os prejuízos. Os lojistas devem ajustar o custo fixo dos produtos, negociar os prazos de prorrogação com os fornecedores e fazer um planejamento para os próximos 6 meses”, orienta Luciana.

Em entrevista para a Band, o renomado médico toxicologista, Anthony Wong, ressalta que no momento, não há motivo para pânico e sim a necessidade de cuidado com próximo. “As pessoas mais jovens, principalmente as criancinhas de até 10 ou 12 anos de idade e os adultos jovens, quando pegarem isso, vão ter uma doença leve, um resfriado leve. Então, por favor, não encham o hospitais acarretando uma sobrecarga porque quando chega uma pessoa de idade que precisa de atenção médica, ela fica na fila e acaba morrendo ou até sofrendo mais porque a doença dela não é atendida por estarmos atendendo o pânico de uma população que não precisa de atenção médica.”

Na mesma entrevista, Wong chama a atenção para o fato de que o Coronavírus não pode ser transmitido por mosquitos ou animais domésticos e que a melhor maneira de se prevenir contra o contágio é lavar bem as mãos por aproximadamente 20 segundos, com água e sabonete e fazer o uso do álcool em gel acima de 70%.

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